A neve cai lá fora. A temperatura é negativa. Aqui estou eu, pensando em vós. Por isso, não pude deixar de vos desejar uma óptima semana.
Será que adivinham onde estou?
Beijinhos para todos.
Espero que gostem destas prendas. Não são “giras” nem “espectaculares”.
Aguardo a vossa opinião.
Maria Helena Vieira da Silva, "Biblioteca", 1949
Biblioteca Verde
Um poema do autor de Pedra Filosofal. Sim, é desse mesmo! António Gedeão! Impressão Digital
Os meus olhos são uns olhos,
e é com esses olhos uns
que eu vejo no mundo escolhos,
onde outros, com outros olhos,
não vêem escolhos nenhuns.
Quem diz escolhos, diz flores!
De tudo o mesmo se diz!
Onde uns vêem luto e dores,
uns outros descobrem cores
do mais formoso matiz.
Pelas ruas e estradas
onde passa tanta gente,
uns vêem pedras pisadas,
mas outros gnomos e fadas
num halo resplandecente!!
Inútil seguir vizinhos,
querer ser depois ou ser antes.
Cada um é seus caminhos!
Onde Sancho vê moinhos,
D.Quixote vê gigantes.
Vê moinhos? São moinhos!
Vê gigantes? São gigantes!
in "Movimento Perpétuo”